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13.3.11

Colocando um motorzão V8 em um Maverick 4cc

Como para um ex-piloto que se preze um carro tem que ter potência, eis as primeiras imagens do meu Maveco iniciando a mudança de 4 cc para um motorzão V8 com carga total!
As fotos são do carro recebendo as travessas, ou seja, os suportes para receber o motor, ainda desmontado.
 

11.3.11

Obrigado, Ford, pelos equívocos que transformaram o Maverick num ícone!

Na década de 60, mais precisamente a partir no ano de 67, a Ford cometeu uma série de equívocos que culminaram na paixão pelo Landau e pelo Maverick.



Neste ano, na Argentina, a Ford lançou o Falcon, um carro mais compacto e econômico. Nesta mesma época, no Brasil, a fábrica lançou o Galaxie 500, muito maior e mais pesado, ou seja, muito mais beberrão. Essa decisão foi muito mais voltada para o lado logístico que mercadológico, uma vez que o motores de caminhão eram fabricados aqui e serviriam para o Galaxie. Bom lembrar que naquela época, a unidade brasileira não tinha o costume de lançar carros, só de fabricar os motores.

Mais equivocada ainda foi a decisão de lançar o Maverick por aqui, no início da década de 70.

A Ford do Brasil, na época, detinha o controle acionário da Willys-Overland do Brasil e, desde a década de 60 fabricava os modelos Aero-Willys 2600 e o Itamaraty. Porém a nova década chegou com esses modelos bastante defasados, e a montadora necessitava urgentemente de um modelo para substituí-los, além  de combater o Opala no mercado nacional.

O Ford Galaxie, apesar de ser febre entre os magnatas mais endinheirados e poderosos, era demasiado caro e luxuoso (algumas versões saíam de fábrica com ar condicionado, direção hidráulica e câmbio automático). Eles precisavam de um carro de médio para grande porte.

 Então a empresa desenvolveu uma pesquisa de mercado com um grupo seleto de 1.300 clientes da Ford: em um salão havia 3 carros, todos brancos e sem qualquer identificação: um Ford Maverick americano, um Ford Taunus alemão e um Ford Cortina inglês. Um formulário com várias perguntas foi entregue a cada um e, ao final da tabulação, o resultado foi claro: o vencedor foi o Ford Taunus. Por aqui a gasolina sempre foi muito cara, por isso os brasileiros preferiam carros mais compactos e econômicos.

Porém, produzir o Taunus no Brasil era um problema e tanto para a Ford, que ainda não fabricava por aqui um motor que coubesse no carro (levaria algum tempo até a fábrica de Tatuapé fabricar um motor compatível) e sua suspensão traseira  independente exigiria o investimento de cerca de 70 milhões de dólares. Ou seja: a Ford não tinha tempo e nem dinheiro para lançar o Taunus. Ainda mais porque estavam correndo para não ficarem para trás em relação as outras montadoras no Salão do Automóvel de 1973.

Então a alta direção da Ford optou por uma decisão drástica: contrariar sua própria pesquisa e lançar o Maverick no Brasil.

Para esta empreitada, ela contava com toda a estrutura da Willys, usando toda a sua mecânica. Assim, o Maverick foi lançado em duas versões: o ultrapassado Willys 6 cilindros e o usado no Mustang, o V8 302 canadense (que de canadense não tinha nada, pois era fabricado em Dearborn, Michigan - EUA. Ganhou a fama apenas porque era embarcado no Canadá).

Embora o Maverick tenha sido um sucesso estrondoso nos EUA, no Brasil o carro amargou fracasso desde o começo. Apesar de ser um muscle car potente, por aqui nao fez muito sucesso. Foram várias as tentativas da Ford para acertar o rumo. Em plena crise do petróleo foi lançado o 4 cilindros. Embora fosse um motor muito bom (chegou a rodar até na Ranger), para o Maverick nao casou muito bem.  Aliás, até hoje os aficcionados pelo Maverick trocam o motor de 4 cilindros por um V8 (eu mesmo sou um).

De equívoco em equívoco, o carro, lançado em 1971 em uma das maiores campanhas de marketing da indústria automobilistica nacional, com cenas filmadas nos Andes e na Bolívia, encerrou sua produçao, várias versões depois, em abril de1979. Na epoca, tinham tantos Mavericks encalhados que as concessionárias o venderam até o final do ano.

A falta de sucesso no passado fez com que o Maverick fosse um carro raro e muitos se mantivessem em boas condições, tornando-o o mais cobiçado do meio. Há pouquíssimas unidades à venda. Em termos de fama, apenas o Dodge Charger  chega perto dele.  
Atualmente, tanto o Galaxie, quanto o Landau, o LTD e o Maverick são sonhos de consumo de 9 em cada 10 colecionadores. As facilidades de importar peças dos originais americanos ajudaram a impulsionar a febre.

Como bom apaixonado e ex-piloto, eu também tenho meu Maveco na garagem e achei, no site http://www.maverick73.com.br/ uma ótima fonte de informações e suporte (incluindo os anúncios originais desta postagem).

 Assista a alguns comerciais do Maverick:

Mais imagens:


8.12.05

Inveja, eu?!?!?!?

Olha a pinta desse cara!
Ele tá se achando só porque é um Ford 1938 Standart; 02 portas; coluna escamotiável e suspensões de Opala; rodas Orion aro 15; direção hidráulica de Astra; motor v8 302 mecânico; diferencial de Ranger 6cc; bancos de couro reclináveis(Palio); interior todo em couro, inclusive as portas; CD Pionner; painel Cronomac; volante Shuts, além do acabamento todo ser importado.

Ficou mais metido ainda só porque meu dono queria comprá-lo!

humprf!!!

Você pode até ser um Hot bem poderoso, Sr. Tomatão, mas eu ainda sou o xodó da família! Não tenho culpa se eles gostam mais de Manga!


15.11.05

Bem Vindo ao Clube!

Traduzido para o português, Hot Rod significa "Biela Quente".
Existem várias versões sobre o surgimento dessas carangas incrementadas.
Uma delas diz que após a 2º Guerra Mundial, as indústrias -que no período do entrevero só fabricavam armas e veículos bélicos- voltaram a fabricar automóveis, porém os modelos eram praticamente os mesmos de 1942, quando houve a interrupção na produção. Então os jovens da época começaram a montar carros da década de 20 e 30 com mecânica atualizada.


Simplificando: os hot rods são modelos de carros antigos com motores modernos.

No Brasil, este conceito foi um pouco adaptado, tanto em relação à década do carro como o propulsor que o equipa. Aqui, são considerados hot rods aqueles carros anteriores à década de 50; e é comum a utilização do motor de seis cilindros, que desenvolve cerca de 170 cavalos de potência.
Nos Estados Unidos, a maioria dos hot tem motor V8, muito mais fácil de ser encontrado por lá.


Como vê, já estou no caminho certo pra fazer parte do Clube, embora seja meio novo pra isso (hehehe).

Alguns membros desse Clube "fantárdigo":

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